Por que o custo da energia elétrica cresceu e irá aumentar ainda mais no Brasil?

Quando o assunto é o custo da energia elétrica, o Brasil aparece entre os primeiros cinco colocados. O megawatt/hora (MWh) chega a custar 243 dólares e, como se isso já não fosse motivo o bastante para sustos, a tendência é de que as tarifas fiquem ainda mais caras.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a energia elétrica oriunda de fontes renováveis tem crescido no País. Em 2016, a participação foi de 43,5% em comparação a 2015, em que representava 41,3%.

Mas nem isso tem conseguido melhorar as perspectivas dos preços envolvendo a matriz energética do País. Desde os anos 70 o consumo do petróleo tem diminuído, mas em contrapartida, temos o aumento do consumo da energia hidroelétrica e de cana-de-açúcar.

Além disso, precisamos considerar que temos amplo acesso a uma série de matrizes enérgicas tais como a solar e a eólica, ainda assim, os investimentos nessas áreas são pequenos e a maior parte da concentração de esforços é direcionada para as hidrelétricas.

Por que o custo da energia elétrica é tão cara no Brasil?

Para entender os motivos do custo da energia elétrica no Brasil é preciso considerar cinco pontos fundamentais que influenciam significativamente o valor final da conta. Acompanhe:

1. Impostos

A carga tributária brasileira corresponde a 30% do valor total da conta de luz. Dentre os impostos, o ICMS é o responsável pela maior fatia.

Vale lembrar que a arrecadação é cada vez maior devido aos constantes aumentos nas tarifas que quase dobraram o valor da energia elétrica paga pelo brasileiro nos últimos anos.

2. Subsídios

Da conta de energia elétrica, mais 20% são direcionados para os subsídios a exemplo daqueles que são concedidos para famílias de baixa renda ou para os estados com menos condições do País.

Evidentemente que os subsídios que apresentam um importante papel social devem ser mantidos. Porém, o ponto de maior reclamação é que eles são embutidos no valor da conta, o que acaba forçando seu pagamento pelos demais beneficiários do sistema elétrico.

3. Outorgas

Quando o Brasil realiza uma licitação para que uma linha de transmissão ou usina possa ser explorada, as empresas vencedoras são obrigadas a pagar uma taxa de outorga.

O problema surge quando esse valor acaba indo para o cofre dos governos e, posteriormente, é incluído nas tarifas. E vale lembrar que ainda temos os juros bancários, nesse caso.

O mais correto seria que o valor pago como outorga fosse usado para arcar com custos da conta de luz.

4. Hidrelétricas

Como bem sabemos, as usinas hidrelétricas são as principais responsáveis pela produção de energia elétrica no País.

A questão é que a demora na liberação de produção e na falta de autorização dos órgãos competentes em muitos casos provoca transtornos que se arrastam por anos.

Isso faz com que várias delas não funcionem como deveriam ou fiquem paradas. Como resultado e, para suprir a demanda energética, a saída é recorrer a usinas térmicas que, por sua vez, poluem mais e custam quase que o dobro para a produção.

Desnecessário dizer que tudo isso nada mais é do que uma estratégia muito equivocada.

5. Legislação

O que não faltam são propostas e indícios de projetos que promovam algum tipo de aumento tarifário.

Até aí sabemos da existência deles. Entretanto, é a incerteza de que algum deles avance ou não é que provoca instabilidade gerando reflexos nas contas de luz.

Perspectivas indicam mais aumentos

Além dos entraves, falta de investimentos e o peso dos impostos é preciso considerar que a cada ano os reservatórios estão proporcionando menos tempo de consumo.

A lógica é simples: se há aumento de consumo mais energia deve ser produzida, mas o que fazer quando as hidrelétricas não dão contam. Nesse caso, mais uma vez, recorremos às caras termelétricas.

Por fim, no meio desse cenário caótico optar pela energia solar pode ser uma das melhores alternativas para a redução de gastos e preservação ambiental.

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